Ao Manoel mais velho que o Manoel que é mais velho do que eu
Ao Manoel que meu avô foi, é, será
Ao Manoel que o avô do meu avô foi, é e será para o meu avô Manoel
Ao Manoel que o avô do meu avô via no meu avô
Ao Manoel que eu sou para o meu avô Manoel
Ao Manoel que eu fui para o meu avô Manoel
Ao Manoel que eu sou para o avô do meu avô Manoel
Ao Manoel que eu fui para o avô do meu avô Manoel
Ao Manoel que o avô Manoel do meu avô Manoel esperava que eu fosse
Ao avô do Manoel
Ao avô do avô do Manoel
Ao Manoel que eu sou
Ao avô que eu fui
Ao avô Manoel que sempre serei
Um Manoel que contém o avô Manoel do avô Manoel
Manoel avô Manoel avô Manoel
Manoel Manoel Manoel
vô
vô
vô
2.4.07
Eu sou Manoel.
será que não percebemos que é preciso utilizar, manusear, a afirmação e que só através dela podemos ser contraditórios? Será que não percebemos que o será é por demais coerente, é por demais lúcido, é por demais sensato, é por demais estável, é por demais velho, descabido, conservador, paralisante, cristalizado e, principalmente, mudo?
É preciso que você fale 'Eu sou' para que todos vejam que você é um engano.
Pois aí está.
Um piso firme na areia movediça.
Um soco no ar.
Não há hesitação no uso do 'porém'. Não há contraste.
Há apenas uma declaração da insegurança. É um pedido de aceitação.
O uso do 'por outro lado' apenas evidencia uma não-percebida, e por isso burra, tautologia.
Para quê usamos para quê mesmo?
Algo como:
'Ninguém é comum. Eu sou ninguém.'
É preciso que você fale 'Eu sou' para que todos vejam que você é um engano.
Pois aí está.
Um piso firme na areia movediça.
Um soco no ar.
Não há hesitação no uso do 'porém'. Não há contraste.
Há apenas uma declaração da insegurança. É um pedido de aceitação.
O uso do 'por outro lado' apenas evidencia uma não-percebida, e por isso burra, tautologia.
Para quê usamos para quê mesmo?
Algo como:
'Ninguém é comum. Eu sou ninguém.'
para a desesperada de amor que doente persegue uma relação saudável como um banho no lindo lago de coca cola light do amor
um:
um tirésias sub_atômico pediu que eu lhe avisasse:jogue reto. Se procurar desvios, faça como a água.Tanto em um caso como outro procure jogar como a criança. de verdade, na matéria. jogos são bons, desde que sejam, por mais abstratos, materiais.
dois:
o que é pode deixar de ser?
o real pra mim é verdadeiro pra você?
três:
eu invento intenções. voce inventa enganos. eu e você enlaçam os pescoços com cordas discursivas para então depois acontecer o quê mesmo? já sei, suicídios possíveis. já sei, medrosas atitudes. já sei, dissipação de energia. não sei, o que você e eu querem dizer um ao outro mesmo?
quatro:
eu me predispus. você apareceu. eu já havia me decidido que haveria, por alguns meses, um você. e o você apareceu. mas você veio melhor que a encomenda. você é melhor que o você que o eu imaginou. e como fico? mais uma volta na corda.
cinco voltas:
nas corridas quem dá mais volta em menos tempo ganha. no mercado de suicídios também. obviamente o que vale é dar voltas e desaparecer nelas. ou então, performar a morte. um corpo no momento em que deixa de viver.
seis:
deixar de viver corresponderia, grosso modo, a deixar de produzir reações metabólicas. é mentira isso tudo. o corpo, mesmo morto, se transforma. a morte é a continuação da transformação. o corpo definha. o corpo vira o que era um corpo. o corpo se parte. o corpo, na realidade, dá a ver o que ele realmente é: meras plenas partes.
sete:
que importa quem diz eu?
oito?
para quem importam meus olhos? eles importam para quem os vê. eles são importados para todos os mundos que eu mesmo não vejo. mundos, mundos, mundos. as vezes não dou conta dos mundos. sempre, quis dizer.
nove
ela quis dizer ama você. mas ela ama mesmo a si. e isso é bom. verdadeiramente muito bom. ela quer se transformar. o bom disso é que ela quer que você a leve. uma mão, uma mãe. ela ama você. essencialmente. como a ela mesma olhando para ela por você. ela ama a si, por seus olhos, você, mediação. o eu que ela através de você consegue ver.
um tirésias sub_atômico pediu que eu lhe avisasse:jogue reto. Se procurar desvios, faça como a água.Tanto em um caso como outro procure jogar como a criança. de verdade, na matéria. jogos são bons, desde que sejam, por mais abstratos, materiais.
dois:
o que é pode deixar de ser?
o real pra mim é verdadeiro pra você?
três:
eu invento intenções. voce inventa enganos. eu e você enlaçam os pescoços com cordas discursivas para então depois acontecer o quê mesmo? já sei, suicídios possíveis. já sei, medrosas atitudes. já sei, dissipação de energia. não sei, o que você e eu querem dizer um ao outro mesmo?
quatro:
eu me predispus. você apareceu. eu já havia me decidido que haveria, por alguns meses, um você. e o você apareceu. mas você veio melhor que a encomenda. você é melhor que o você que o eu imaginou. e como fico? mais uma volta na corda.
cinco voltas:
nas corridas quem dá mais volta em menos tempo ganha. no mercado de suicídios também. obviamente o que vale é dar voltas e desaparecer nelas. ou então, performar a morte. um corpo no momento em que deixa de viver.
seis:
deixar de viver corresponderia, grosso modo, a deixar de produzir reações metabólicas. é mentira isso tudo. o corpo, mesmo morto, se transforma. a morte é a continuação da transformação. o corpo definha. o corpo vira o que era um corpo. o corpo se parte. o corpo, na realidade, dá a ver o que ele realmente é: meras plenas partes.
sete:
que importa quem diz eu?
oito?
para quem importam meus olhos? eles importam para quem os vê. eles são importados para todos os mundos que eu mesmo não vejo. mundos, mundos, mundos. as vezes não dou conta dos mundos. sempre, quis dizer.
nove
ela quis dizer ama você. mas ela ama mesmo a si. e isso é bom. verdadeiramente muito bom. ela quer se transformar. o bom disso é que ela quer que você a leve. uma mão, uma mãe. ela ama você. essencialmente. como a ela mesma olhando para ela por você. ela ama a si, por seus olhos, você, mediação. o eu que ela através de você consegue ver.
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