19.6.10

como estão as crianças, eu diria agora para deixar bem claro que há aqui uma passagem de tempo.
mas também para afirmar a nossa intimidade, aquele †ê†ê a †ê†ê que existe apenas entre nós, porque você sabe... para meio entendedor boa palavra basta!
hoje é dia santo, eu diria.
e você entenderia. seria o primeiro a concordar e, furiosamente, acrescentar:
- risos.

não há modo melhor de se comunicar como rir.
este é o verbo do futuro. para qualquer coisa que te falarem, para quando você não souber o que falar, para quando experimentar prazer e/ou dor, para quando você chorar, para quando qualquer coisa: ria.

eu mesmo me surpreendo tempos depois com tudo isso aqui. e reli. vi um tal de renato, que, JURO!, não me lembro.

quem é renato, gente? onde eu estava com a cabeça.

(se eu voltasse a colocar títulos, seria > o passado me condena)

12.6.10

eu sou uma pessoa super-está tudo bem e, para isso, ajo sempre no sentido de te deixar confortável e te manter sempre a vontade. o que me importa é mostrar a você que aqui é o seu lugar. eu te entendo.

23.1.10

a vida em barcelona definitivamente não é nada fácil. agora, por exemplo, estou sendo atacado por três trogloditas paquistaneses que me abordaram perguntando se eu não gostaria de uma cerveja a um euro, mas eles também tinham fotografias velhas, revistas pornôs, isqueiros-medalhas, pistolas, chips, calcinhas e todo o resto. Disse que não queria, ou melhor, fiz algo que os deixou muito raivosos, eu ofereci um euro por tudo aquilo. mostrei-lhes a pequena moeda, que reluziu sob o sol frio da cidade e paralisou-os por um segundo. aturdidos, só desviaram o olhar para a moeda quando passaram a me comer pelos olhos. e os olhos paquistaneses são aquelas coisas enormes, aqueles poços cheios, sempre prestes a derramar. os olhos paquistaneses iriam me inundar (pensei assim em algum momento que não sei precisar, pelo menos agora, depois... quem sabe...).
os trogloditas estão me olhando!
meu deus! barcelona tá-que-tá.