risos
risos risos
risos muitos RISOS RISOS
RISOS RIOSO ROISO ODRIS RISOS
risOS muiTOS RIsos risos riSOs
RiSos risos mUiToS rIsos muitos muitos muitos
Eu entendi tudo agora. Sou eu o narrador deste filme.
MAIS RISOS.
Eu sou o verdadeiro narrador deste filme! SOU EU!
RISOS muitos muitos risos muitos RISOS risos risos risos...
Sou eu, o narrador desta merda!
GARGALHADA FINAL
pS::::::::::::
isso faria todo o sentido se eu estivesse satisfeito com tudo. Não que necessariamente concordasse com tudo, mas que pelo menos aceitasse. Não, não aceito. Assim não está bom. Só que não sei fazer de outro modo. Só sei fazer deste. Deste modo, deste modo como lê porque é deste modo que eu vivo. eu só posso viver deste modo, aqui, por aqui, deste jeitinho peculiar só meu, muito característico meu, isso tudo que você vê, lê, sente é tudo meu. Sou eu o dono do meu jeito de escrever. E por isso, é justamente por isso que EU sou o narrador deste filme. Só que o narrador neste caso sofre de cansaço ou esgotamento dele mesmo. é um narrador, sem dúvida, mas um narrador que não aguenta mais ser o meio da narração. um narrador que não aguenta a si próprio. Distanciado de si mesmo, no sentido de não acreditar mais piamente no que faz. Eu narro, mas é tão enfadonho. Porque narro do jeito que eu sempre narro. Sempre foi assim, desde pequeno. Lembro-me bem quando tinha quase três anos e uma tia minha me perguntava a tabuada da narração, que eu já sabia de cor. eu narrava desde o princípio de mim. Sempre foi talento nato. Sempre foi coisa pura, pariu comigo. Minha mãe. Foi quem me fez. O meu modo de ser me fez. Não posso, nem poderia, fugir dele, apesar de muito querer. Ele é insuportável, me repete o tempo todo. Onde estou sou pura tautologia. É esta a operação que o meu modo faz de mim. Ele me pega e me transforma em tautologia de mim mesmo. Como sair disso, meu deus? Como deixar a mim mesmo para então sei-lá-o-quê? Poderei conseguir outros modos? Olha os modos, menino(a)!
Lembro-me bem do drama de Fedra. Dizer ou não o nome de Hipólito. Mesmo não dizendo de principio, o nome de Hipólito rasga Fedra. É o nome que realiza este procedimento. Dizer é rasgar aqui. Dizer sempre rasga. Só que rasgando demais cria-se uma unidade. uma unidade de pápeis picados.
O bloco do eu sozinho. É isso mesmo.
Tu és divina e graciosa, estátua majestosa!!!
Tu é quem?
Quem é tu, meu deus?
Tu é deus?
Quem é deus?
Deus é quem?
Deus é tu?
Quem é tu?
Eu devo admitir que não consigo amar demais você, pois amo a mim mesmo antes.
Você muda a cada vez que falo você.
14.7.07
12.7.07
In Ludere
estava saindo do banho quando ele me ligou convidando para um café. era de tarde. e um café a tarde na companhia dele seria algo muito agradável. mas recusei. tive que recusar pois tinha outros compromissos.
ele então resolveu aparecer no meio do meu compromisso. como que brincando, pedi a ele que dividisse tudo comigo. ele dividiu. comprou uma refeição para almoço e comeu apenas metade. E me deu a outra metade. Mas eu havia acabado de comer. Aceitei a refeição ao meio, mas não tinha fome. Não comi.
Eu então acertei tudo. Resolvi cumprir com todos os meus afazeres. Finalizei os compromissos. E só então fui ao seu encontro, sem que ele soubesse, sem que ele imaginasse. Fui.
Chegando lá, ele já tinha ido embora. E resolvi pedir dois chopps. Fui embora. Cheguei em casa, ele está aqui. Mas não nos falamos. Acho melhor assim. Ele pode se sentir perseguido.
Pois confesso que me encontro em um momento onde já não consigo perceber de fato o que ele é para mim, se mero devaneio, se mera qualquer coisa, se mérito próprio, se algo que devo em algum momento, de algum modo, não pensar no descompasso e, sem tentar acertar ou errar ou passo, caminhar no solo que ele fabrica (para si e para mim, talvez) a seu próprio modo.
Eu talvez aguarde um pouco. Afinal dançar é isso. Jogar com o tempo.
ele então resolveu aparecer no meio do meu compromisso. como que brincando, pedi a ele que dividisse tudo comigo. ele dividiu. comprou uma refeição para almoço e comeu apenas metade. E me deu a outra metade. Mas eu havia acabado de comer. Aceitei a refeição ao meio, mas não tinha fome. Não comi.
Eu então acertei tudo. Resolvi cumprir com todos os meus afazeres. Finalizei os compromissos. E só então fui ao seu encontro, sem que ele soubesse, sem que ele imaginasse. Fui.
Chegando lá, ele já tinha ido embora. E resolvi pedir dois chopps. Fui embora. Cheguei em casa, ele está aqui. Mas não nos falamos. Acho melhor assim. Ele pode se sentir perseguido.
Pois confesso que me encontro em um momento onde já não consigo perceber de fato o que ele é para mim, se mero devaneio, se mera qualquer coisa, se mérito próprio, se algo que devo em algum momento, de algum modo, não pensar no descompasso e, sem tentar acertar ou errar ou passo, caminhar no solo que ele fabrica (para si e para mim, talvez) a seu próprio modo.
Eu talvez aguarde um pouco. Afinal dançar é isso. Jogar com o tempo.
11.7.07
sem nariz torto
pensando no outro eu lembrei que certa vez, lá na infância, minha mãe me comprou um carro de corrida de fórmula 1 em miniatura. Um carro que era o dobro da palma da minha mão e que eu adorava. Na bem da verdade, lembrando bem, minha Tia, que sempre morou na Suiça, trouxe o carrinho para mim. Muito bonito, aquele do Ayrton, da época da Malboro, vermelho e branco, tenho ele até hoje. Ganhei em um dia e levei, escondido, o carrinho para o colégio no outro. Niguem sabia. E lá no colégio foi uma sensação. Meus amigos da infância, daquela lá, são os amigos dessa infância, dessa de cá. os mesmos. E todos amaram o meu brinquedo. Obviamente que havia aqueles seres que queriam destruí-lo, mas eu não deixei e, graças a isso, o carrinho até hoje vive comigo.
Só que eu esqueci o carrinho no colégio. Esqueci ele. Ao voltar para casa, não me dei conta. Minha mãe que perguntou onde está o seu carrinho? Disse a verdade. Respondi que não sabia. Obviamente que ela sabia. Pois eu sempre levava meus brinquedos para o colégio, na intenção de compartilhar com os meus amigos o ganho, ao mesmo tempo que mostrar a eles o meu poder. Um sentido do comum e um sentido da hierarquia. No mesmo gesto.
Não sei mais porque estou falando disso. talvez para falar que lembrei dele.
Só que eu esqueci o carrinho no colégio. Esqueci ele. Ao voltar para casa, não me dei conta. Minha mãe que perguntou onde está o seu carrinho? Disse a verdade. Respondi que não sabia. Obviamente que ela sabia. Pois eu sempre levava meus brinquedos para o colégio, na intenção de compartilhar com os meus amigos o ganho, ao mesmo tempo que mostrar a eles o meu poder. Um sentido do comum e um sentido da hierarquia. No mesmo gesto.
Não sei mais porque estou falando disso. talvez para falar que lembrei dele.
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